É estranho como a gente envelhece sem sentir. Um dia a gente acorda e alguém pergunta:
"Quanto anos tu vai fazer mesmo?"
Aí tu para e responde:
"20"
E esse número parece enorme e pesado, e por algum motivo é estranho ele estar lá.
É como se os "17", os "18" e até mesmo os "19" nunca tivessem passado. Então fico um pouco triste, porque se eu não lembro, talvez seja porque não aproveitei o suficiente...Até a hora que eu olho para o hoje...e noto que consegui cumprir muito do que eu sonhava para a minha vida, e talvez não sinta os anos que se passaram porque durante eles estive correndo para chegar onde estou agora.
é ... Epifanias dos quase 20.
24/07/2012
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ResponderExcluirNão lembrar não equivale dizer que não vivemos ou que não aprendemos. O que lembramos da escola? Zueiras e amizades, sem dúvida, e da matéria e professores? Quase nada, mas é por isso que deixamos de aprender? O esquecer também é aprender! O "viver intensamente" não é racional, não somos racionais como pensamos. A experiência da alma e da maturidade ditam mais o que faremos a seguir do que a razão. Subestimamos a sabedoria natural do sobreviver e viver, acreditamos infantilmente que temos a liberdade suficiente para racionalmente fazer as escolhas que queremos. Não! A vida é ininteligível e para não nos desesperarmos da fraqueza que é existir, criamos teorias que tentem nos reconfortar nesse imenso vazio do ser. Querendo ou não sempre seremos tolos, fracos e medrosos, alguns mais outros menos.
ResponderExcluirBy: SY