''Fechei os olhos e pedi um favor ao vento...Leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas...Daqui para frente levo apenas o que couber no bolso e no coração. [...] Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros...Mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.''
Cora Coralina
Neste instante - porque noutro, será outro!
Em meio a um universo imensurável, eu vejo o mundo da janela do meu quarto. Só assim posso conter em mim toda sorte de “visão romântica” e idealista. Posso abandonar a razão e viver a minha, somente minha, realidade inventada. Da minha janela vejo o mundo gritar ! Vejo um jardim que esconde os segredos da Lua … Vejo o inverno e sinto a neve. Da minha janela observo a vida que corre pelas ruas e vira a esquina, envolvendo o mundo na ciranda louca das emoções.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Eu. Ou você. Ou nós dois, quem sabe?
As palavras sempre me foram poucas. Quando eram muitas, traziam o arrependimento por falar demais. Quando não, destoavam do meu verdadeiro tom.
E são tão poucas, que não conseguem explicar ao coração o que é esse descompasso, do que é feita essa angústia, como desenrola esse emaranhado de sensações.
Eu entendo mesmo é de pausas, virgulas e reticências.
Eu gostaria de escrever essas coisas sem parecer louca , mesmo que apenas quem vive algo parecido me compreendesse.
Mesmo que esse alguém fosse apenas eu. Ou você. Ou nós dois, quem sabe?
Mas palavras são tão concretas, tão objetivas... Elas dizem demais sobre aquilo que não precisa ser dito.
Me confundem mais do que eu já me confundi nesse texto. E são eternas a partir do momento que as escrevo. Elas me revelam, me denunciam, me espelham, me delatam, me dilatam, me torturam, me aliviam...
Me salvam de mim mesma e dessa luta que eu travo todos os dias, comigo mesma: minha pior inimiga e maior aliada.
06/12/2010
E são tão poucas, que não conseguem explicar ao coração o que é esse descompasso, do que é feita essa angústia, como desenrola esse emaranhado de sensações.
Eu entendo mesmo é de pausas, virgulas e reticências.
Eu gostaria de escrever essas coisas sem parecer louca , mesmo que apenas quem vive algo parecido me compreendesse.
Mesmo que esse alguém fosse apenas eu. Ou você. Ou nós dois, quem sabe?
Mas palavras são tão concretas, tão objetivas... Elas dizem demais sobre aquilo que não precisa ser dito.
Me confundem mais do que eu já me confundi nesse texto. E são eternas a partir do momento que as escrevo. Elas me revelam, me denunciam, me espelham, me delatam, me dilatam, me torturam, me aliviam...
Me salvam de mim mesma e dessa luta que eu travo todos os dias, comigo mesma: minha pior inimiga e maior aliada.
06/12/2010
"Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor.
O que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três! E sou?"
O que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três! E sou?"
Eu não quero promessas ...
Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos.
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