E vendo toda aquela cena ela percebeu que não se reconhecia nem nada mais ali; nem nas pessoas, nem nos lugares, nem nos desejos. Tudo que um dia ela almejara hoje já não fazia mais nenhum sentido. De súbito veio uma vontade louca de gritar e o impetuoso desejo de correr, de fugir...mas correr pra onde? Fugi porquê?Pra quem?
E assim, mesmo que os seus pés continuassem a tentar criar raízes no chão ela sabia que teria que cortar isso um dia. E bom, cortar raízes nunca é bom para ninguém. Ou é?
O que ela mais quer hoje é CORRER , para onde ou porque já não cabe nessa singela explicação.
12/06/2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário